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Pedro Paulo Rangel

Pedro Paulo Rangel

O ator Pedro Paulo Rangel, que nasceu em 29 de junho de 1948, no Rio de Janeiro, sabia desde a mais tenra idade que não iria seguir os planos de seus pais, que eram funcionários públicos, de ser oficial da Marinha. Mesmo sem antecedentes no meio artístico, quando tinha 11 anos se apaixonou pelo teatro graças a um vizinho do bairro carioca do Rio Comprido que era ator amador. Ele ficou fascinado com aquele novo mundo, e decidiu que seria ator. Como não havia muitos papéis para a sua idade, escreveu uma peça em que pudesse atuar Quando os Pais Entram de Férias. Algumas montagens mais tarde, entrou para o elenco de uma peça infantil, encenada na Igreja de Santa Terezinha. Lá conheceu Marco Nanini, com quem estudaria no Conservatório Nacional de Teatro, atual Escola de Teatro da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Uni-Rio.

A primeira experiência em teatro profissional aconteceu em 1968, com a peça Roda Viva, de Chico Buarque, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa. Dois anos depois, fez sua estreia na televisão, contratado pela TV Tupi de São Paulo para o elenco da novela Super Plá, de Bráulio Pedroso. No ano seguinte, ainda na Tupi, participou da novela Toninho on the Rocks.

Em 1972, quando atuava na peça Castro Alves Pede Passagem, de Gianfrancesco Guarnieri, foi visto pelo diretor Moacyr Deriquém, que o convidou para trabalhar na Globo. Estreou como Gastão, personagem da novela Bicho do Mato, de Chico de Assis e Renato Correia de Castro. Naquele ano, também esteve em A Patota, de Maria Clara Machado, contracenando pela primeira vez na TV com o amigo Nanini. Três anos depois, viveu um personagem de sucesso: o Juca Viana de Gabriela, adaptado do romance de Jorge Amado por George Walter Durst. Nela, protagonizou o primeiro nu masculino da televisão, numa cena que mostrava o casal Juca e Chiquinha (Cidinha Millan) sendo atirado na rua, depois de ser flagrado na cama.

Em 1975 ganhou seu primeiro protagonista, o jovem aventureiro Carlos de O Noviço, adaptação de Mário Lago da peça de Martins Penna. Na novela, que teve apenas 20 capítulos, contracenou com Jorge Dória, Isabel Ribeiro, entre outros, sob a direção de Herval Rossano. Um ano depois, em Saramandaia (1976), de Dias Gomes, interpretou seu primeiro galã, Dirceu.
Na Globo fez ainda nesta época O Pulo do Gato (1978). No ano seguinte, voltou para a Tupi, onde fez Dinheiro Vivo (1979). Depois, manteve-se afastado das novelas por quase dez anos. Trabalhou no cinema, atuando em filmes como Prova de Fogo (1980), e Menino do Rio (1982), e deu continuidade à carreira no teatro. Em 1982, recebeu seu primeiro Prêmio Moliére de Melhor Ator, por A Aurora da Minha Vida, de Naum Alves de Sousa. Ele ganharia mais dois: em 1989, por Machado em Cena – Um Sarau Carioca, e em 1994, por sua interpretação como Padre Antônio Vieira, no monólogo O Sermão da Quarta-Feira de Cinzas.

Pedro Paulo Rangel voltou para a Globo em 1981, mas na linha de shows da emissora. Convidado por Jô Soares, atuou em esquetes humorísticos no programa Viva o Gordo (1982). A experiência fez tanto sucesso que, anos depois, entrou para o elenco da segunda temporada de TV Pirata (1988), um marco do humor na televisão brasileira. Em 1988 também voltou às novelas, como Audálio “Poliana”, em Vale Tudo, de Gilberto Braga. Em seguida, fez a sua primeira minissérie, O Primo Basílio, adaptação do romance de Eça de Queiroz, feita por Gilberto Braga e Leonor Bassères.

Ganhou de Agnaldo Silva um dos personagens mais marcantes de sua carreira em 1992: o homossexual Adamastor, de Pedra sobre Pedra. Em seguida, fez as novelas O Mapa da Mina (1993), de Cassiano Gabus Mendes, e A Indomada (1997), de Aguinaldo Silva; e a minissérie Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados (1995), de Leopoldo Serran, entre outros trabalhos. No ano 2000, desdobrou-se entre a novela O Cravo e a Rosa, e as minisséries A Invenção do Brasil, de Guel Arraes e Jorge Furtado, e A Muralha, de Maria Adelaide Amaral.
Em 2002 se destacou na minissérie O Quinto dos Infernos, de Carlos Lombardi, e na novela Sabor da Paixão, de Ana Maria Moretzsohn, . Logo depois, esteve no elenco da minissérie Um Só Coração (2004), de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira.
Um dos seus personagens de maior sucesso em novelas veio em Belíssima (2005), de Silvio de Abreu, onde deu vida a Argemiro Falcão, irmão da arquivilã Bia Falcão (Fernanda Montenegro). Dois anos depois, fez uma participação especial em Amazônia, de Galvez a Chico Mendes (2007), de Glória Perez.
Além de seus trabalhos em novelas e minisséries, fez várias participações, em diversos seriados e especiais de sucesso da TV Globo como, no interativo Você Decide, entre 1992 e 1998, atuando em sete episódios, e, em 2004, no seriado A Diarista.
No mesmo ano, ao lado de Andréa Beltrão, Marisa Orth, Drica Moraes e Selton Mello, protagonizou Os Aspones (2004), seriado escrito por Fernanda Young e Alexandre Machado. No ano seguinte, fez participações especiais em A Grande Família (2001), como Frank, irmão de Lineu , e no humorístico Sob Nova Direção (2005).
Em 2007, esteve na novela Desejo Proibido, de Walther Negrão, e mais tarde pode ser visto na minissérie Som & Fúria, co-produção da Rede Globo com a produtora O2 Filmes, em que deu vida a Lourenço Oliveira, famoso diretor de teatro, que morre e volta para atormentar o protagonista Dante. Em 2010 entrou ao ar como Ferdinando em Cama de Gato, interpretando o pai do protagonista, Marcos Palmeira, casado com Julieta, Suely Franco. E, em 2012 participa como Zé da Carmem da novela "Amor Eterno Amor", de Elizabeth Jhin.

29/06/1948 (65 anos)

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