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Bete Mendes

Bete Mendes

A atriz Elizabeth Mendes de Oliveira, conhecida como Bete Mendes, nasceu em Santos, SP, em 11 de maio de 1949. Além de atuar, Bete é militante política e foi casada com ator e diretor Dênis Carvalho. Filha do suboficial da Aeronáutica Osmar Pires de Oliveira e de Maria Mendes de Oliveira, Bete se formou em artes cênicas pela USP. Começou o curso de Sociologia, mas não concluiu, pois, na época, se envolveu com as questões políticas do país.
Começou a carreira profissional em São Paulo, em 1968, na peça A Cozinha, de Arnold Wesker, tradução de Millor Fernandes, e com direção de Antunes Filho. Depois disso, vieram muitos sucessos no teatro como: Desgraças de Uma Criança, de Martins Pena; Gota D´Água, de Chico Buarque, com direção de Gianni Ratto; A Morte de Danton, de George Büchner, com direção de Aderbal Freire Filho; A Calça, Patética, Pegue e Não Pague, de Dario Fo, direção de Gianfrancesco Guarnieri e Renato Borghi; As Primícias, de Dias Gomes; A Luz da Lua, Momentos, Beijos, de Nelson Rodrigues. Em 2005, Bete Mendes participou da montagem de Anjo Negro", também de Nelson Rodrigues, no teatro de mesmo nome, com direção de Nelson Rodrigues filho.

Na televisão, Bete Mendes estreou na TV Tupi, em 1968, na novela Beto Rockfeller. Ainda na TV Tupi fez Super Plá; Simplesmente Maria; O Meu Pé de Laranja Lima; Na Idade do Lobo; A Revolta dos Anjos; A Volta de Beto Rockfeller e Divinas e Maravilhosas. Em 1974, Bete Mendes estreou na Rede Globo, na novela O Rebu. Nessa emissora atuou em diversas novelas e minisséries, dentre as quais destacam-se Bravo!; O Casarão; Sinhazinha Flô; Sinal de Alerta; De Quina Pra Lua; O Tempo e o Vento; Tieta; Lua Cheia de Amor; Anos Rebeldes; O Mapa da Mina; Pátria MInha; Memorial de Maria Moura; Quatro por Quatro; O Rei do Gado; Aquarela do Brasil; Terra Nostra; A Casa das Sete Mulheres. Bete também fez novelas em outras emissoras, dentre as quais destacam-se Pé de Vento (TV Bandeirantes); Dulcinéia Vai à Guerra (TV Bandeirantes), Brida (TV Manchete), Seus Olhos (SBT). Em 2005, a atriz participou da novela América, da TV Globo, além de ter feito a mãe de Wladimir Herrzog no programa Linha-direta-Justiça e Tia Filó de Malhação. Em 2006, esteve no elenco da novela Páginas da Vida, de Manoel Carlos, fazendo a irmã Natércia. Em 2007, passou a ser a nova Dona Benta do Sítio do Picapau Amarelo. Em 2009, Bete participou de Caras e Bocas. Em 2011,esteve no elenco da novela Insensato Coração.
Na TV Cultura de São Paulo, Bete Mendes participou de um programa em homenagem a Wladimir Herrzog, apresentado por Paulo Markun.

No cinema, Bete Mendes participou dos filmes: As Delícias da Vida; Amantes da Chuva; Insônia; J.S Brown; Eles Não Usam Black Tie; A Cobra Fumou e Vestido de Noiva, em 2004, com direção de Joffre Rodrigues. Em 2005, Bete filmou Brasília 18%, com direção de Nelson Pereira dos Santos. Em 2010, integrou o elenco do longa metragem Aparecida, O Milagre, dirigido por Tizuka Yamazaki.
Atualmente, em 2012, Bete Mendes foi escalada para o remake de Gabriela, adaptação do romance Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado, que foi ao ar pela primeira vez na Globo em 1975. Na nova novela, que será exibida no novo horário das onze da noite, Bete vai viver Florzinha, irmã de Quinquina (Ângela Rebello) e madrinha de Lindinalva (Giovanna Lancellotti). Também é fofoqueira, só que mais doce que a irmã. Mais emocional, sempre acaba fazendo o que a irmã manda. A trama foi escrita por Walcyr Carrasco e Cláudia Souto.

Ao mesmo tempo em que construia sua carreira artística, Bete Mendes se envolveu com a política e sua história nesta seara foi de grande destaque. Em 1970 foi presa pela primeira vez, pelo DOI-CODI (Departamento de Operações Internas - Centro de Operações para Defesa Interna, órgão encarregado, durante o regime militar, de proceder o combate aos grupos de esquerda), ficando quatro dias detida. Entre setembro e outubro foi novamente presa, ocasião em que sofreu torturas. Absolvida pelo Superior Tribunal Militar, foi solta após trinta dias no cárcere.  Participou ativamente de diversos movimentos sociais e de classe, como a regulamentação profissional de artistas e técnicos em espetáculos de diversões (conquistada em 1978), apoio às greves dos Metalúrgicos do ABC paulista e o movimento pela Anistia. É associada ao Movimento Humanos Direitos. Bete Mendes foi uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores, com o qual elegeu-se deputada federal a primeira vez, na legislatura 1983-87. Foi, porém, expulsa do partido por haver votado, ainda do regime de eleições indiretas, no Presidente Tancredo Neves. Elegeu-se novamente, desta vez como Constituinte, para a legislatura seguinte (1987-91), pelo PMDB. O rompimento com o PT, entretanto, não lhe impediu de apoiar as candidaturas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva, inclusive a última, em 2006, quando muitos artistas abandonaram o apoio a ele, por causa do desgate que o partido sofreu com o escândalo que foi popularizado pela mídia como mensalão.  Em setembro de 2007 foi homenageada na cidade natal, tendo seu nome na "calçada da fama" local, ao lado de Pelé e do compositor Gilberto Mendes.
Ocupou na Câmara dos Deputados o cargo de terceira-suplente de Secretário da Mesa Diretora, e ainda a titularidade na Comissão de Transportes e suplências em várias outras comissões. Foi, em 1985, autora de projeto que criava uma comissão encarregada da elaboração de projeto de Constituição - arquivado por prejudicialidade, uma vez que decidiu-se posteriormente ser a Constituição elaborada por deputados eleitos para tal.
Além do mandato eletivo, foi Secretária Estadual de Cultura, em São Paulo, no período de 15 de março de 1987 a 21 de dezembro de 1988; presidiu a Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro, Funarj, em 1999, durante o governo Anthony Garotinho.
Quando exercendo o seu segundo mandato, sendo presidente José Sarney, Bete Mendes integrou a comitiva deste em visita oficial ao Uruguai. Em 17 de agosto de 1985 Bete encontrou ali, como adido da Embaixada Brasileira, o militar Carlos Alberto Brilhante Ustra, em quem disse reconhecer aquele que teria sido seu torturador durante a prisão.
O episódio ganhou ampla repercussão no país, reacendendo os debates sobre a amplitude da Anistia concedida em 1978 - e se ela atingia os militares envolvidos em tal crime. Ustra não foi acusado, mas a sua carreira foi interrompida. Em resposta ao caso, até então omitido em seu currículo, o militar fez publicar um livro, intitulado Rompendo o Silêncio, onde refuta as acusações e nega que a atriz tenha sofrido qualquer tipo de tortura, e onde a acusa de ter arquitetado um teatro para promover sua reeleição. 
Com cerca 40 anos de carreira, a atriz teve sua vida profissional relatada em um livro da coleção Aplauso, da Imprensa Oficial de São Paulo.

 

11/05/1949 (65 anos)

Signo de Touro

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